quarta-feira, 24 de abril de 2013

Marina Silva reúne aliados para mudar a proposta sobre partidos no Senado


                                Marina recebe os cumprimentos de Aécio: os dois são possíveis adversários de Dilma na corrida presidencial  (Carlos Moura/Cb/DA Press)
Marina Silva corre contra o tempo para tentar barrar no 
Senado o projeto que dificulta a criação de partidos.
Nesta terça-feira (23), dia em que a Câmara votou os destaques e as emendas à proposta que impede os parlamentares de levarem consigo fatias do tempo de tevê e dos recursos do Fundo Partidário ao migrarem para uma nova legenda, Marina empreendeu uma cruzada em busca de senadores aliados.

Principal liderança da Rede Sustentabilidade, que tenta se legalizar a tempo de disputar as eleições de 2014, ela sabe que a briga no Senado não será fácil. Ao mesmo tempo em que tentava costurar apoio no parlamento, o vice-presidente Michel Temer também estava no Congresso, onde defendeu limites à criação de partidos. Em outra frente, o PT divulgava posicionamento favorável à aprovação do projeto. A polêmica, inclusive, já foi parar na Justiça.

A primeira estratégia de Marina Silva é evitar que a proposta seja votada no Senado em caráter de urgência.

"Urgência é um mecanismo para situação de inadiável interesse nacional. Não sei qual é o inadiável interesse nacional que está colocado nessa questão para fazer com que esse projeto seja votado sem dar tempo para os senadores fazerem o debate necessário", afirmou a fundadora da Rede.

Marina conta, ainda, com a possibilidade de aprovação de uma emenda que adie o início de vigência da proposta para depois de 2014. Dessa forma, a Rede poderia manter as pretensões eleitorais. A última estratégia seria levar à questão ao Supremo Tribunal Federal, o que acabou ocorrendo ontem mesmo, com o fim da tramitação do projeto na Câmara.



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