quarta-feira, 1 de maio de 2013

Homem prepara o próprio velório em Governador Edison Lobão

Divulgação


Genildo Machado, de 72 anos, abriu a cova, construiu o túmulo, comprou as roupas e o caixão




Genildo Machado, conhecido como o velho da voz, de 72 anos de idade, vive há mais de vinte anos com a esposa Jaci, no povoado de Bananal, município de Governador Edson Lobão, distante 15 quilômetros de Imperatriz. Há aproximadamente três anos, ele vem preparando o próprio velório.

Genildo mora próximo ao único cemitério do povoado numa casa simples. Ele gosta de cuidar do cemitério, local onde pretende ser enterrado. O senhor abriu uma cova e construiu um túmulo, que ele denomina como casa, de frente para sua atual residência e deixou um espaço do lado direito para a esposa.

“Fiz a minha casa para o meu descanso eterno. Como não tenho ninguém, resolvi 

providenciar tudo, fiz a cova, construí a catacumba, estou pagando o caixão, e comprei as roupas", ressalta.


Para Jaci Machado, esposa de Genildo, o que ele está fazendo não é considerado estranho. Ela acredita que o esposo está agindo certo em pensar nos detalhes de seu sepultamento.

“Assim como precisamos nos preparar enquanto vivos, na morte também necessitamos estar preparados”, afirma.

O túmulo preparado por Genildo é feito de tijolos, coberto com telha brasilit, cercado com telas e nas cores verde e branco, preferidas por ele. Dentro da casa, tem uma lâmpada e uma tomada. “Quero conforto e tranquilidade, se possível colocar um ar condicionado ou pelo menos um ventilador", afirma.

Genildo Machado teve um gasto de R$ 700 com a construção do túmulo, R$ 250 com as roupas, sapato e acessórios, e paga R$ 33 mensais pelo caixão dividido em várias vezes no carnê.

Curioso

Genildo foi até uma funerária em Imperatriz, escolheu o próprio caixão e está pagando por ele mensalmente. O que ele queria mesmo era levar o caixão para sua casa, mas ainda não foi possível.

As roupas e os acessórios também foram criteriosamente escolhidos e comprados. Trata-se de um terno, com uma caneta no bolso, uma gravata, calça, um sapato e meias de cor marrom, camisa branca e uma foto dele.

O epitáfio de Genildo Machado já foi providenciado: “Meu apartamento por tudo que tenho”. Existe ainda uma placa com uma foto dele, com uma mensagem: “Fui humilde e amigo, procurei superar todas as dificuldades que apareceram no meu caminho. Saudades Eternas”. O homem sonha com o velório na paz e um enterro sossegado, sem contratempos. Já que considera tudo preparado, quer um fim confortável para a eternidade.

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