sexta-feira, 10 de maio de 2013

Reaja, governadora!


A conclusão é uma só: ou Roseana Sarney usa seu poder e sua força para por fim à agiotagem com recursos públicos no Maranhão ou jamais conseguirá governar. E é a própria governadora o exemplo mais legítimo de como ficou mais fácil conduzir o estado e os negócios de Estado depois da decisão de governo – e isso não se pode negar – que pôs fim ao Crime Organizado no Maranhão, ainda na década de 90.
Governadora-Roseana-Sarney-todos-os-bandidos-na-cadeiaPrefeitos eram assassinados, pistoleiros eram mortos em queima de arquivo, cargas eram sequestradas e caminhoneiros chacinados, gado era roubado, bancos explodiam, famílias se autodestruíam, juízes, promotores, advogados e jornalistas viviam ameaçados até que uma CPI criada em Brasília ganhou lastro no Maranhão e, em conjunto com a ação da Secretaria de Segurança Pública, à época sob comando do hoje deputado Raimundo Cutrim, pôs na cadeia os figurões que financiavam o crime, limpou a polícia dos cúmplices da bandidagem e o Estado pode se reconhecer autônomo e gestor das relações sociais do Maranhão.
Essa é uma hora que requer decisão de poder, decisão de governo, no mesmo nível da que foi tomada na década de 90 contra o Crime Organizado. A agiotagem nas prefeituras se espalhou como um câncer capaz de provocar a falência múltipla dos órgãos estatais e, pelo que se sabe até agora, com tumores localizados nos três poderes. Não há que se ter contemplação com ninguém. O confisco dos recursos das prefeituras deve ser visto como patrono principal da miséria absoluta, da desorganização fundiária, da infraestrutura combalida dos municípios, de índices sociais terríveis como os da educação. Ninguém consegue governar um Estado onde as transferências federais são consignadas para contas particulares, inclusive o Fundo de Participação, inclusive o dinheiro faminto da merenda escolar.
A intentona do deputado Raimundo Cutrim em instalar a CPI da Agiotagem está sendo bombardeada ora pelo governo, ora por uma oposição que, estranhamente, teme chantagem, o que significa que há muito mais culpados que inocentes nessa história toda. Não é hora de proteger ninguém; é hora de proteger o Maranhão, de salvar o pobre munícipe que lá nos confins do interior não tem água, não tem luz, não tem saúde, não tem alimentação porque sanguessugas se apropriam do que é dele e porque o Estado, quem sabe implicado nas figuras que o representam, é incapaz de reagir. E não se esqueça que grande parte desse dinheiro é recurso federal. Deve, portanto, o Ministério da Justiça ser também convocado a reagir. Mas nem as notas fiscais correspondentes ao movimento financeiro dos agiotas querem que chegue ao conhecimento da população. Reaja, governadora! Assim como nos tristes tempos do crime organizado, é de novo a Senhora a autoridade maior do Maranhão.
 (Editorial do JP)

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