segunda-feira, 10 de junho de 2013

Promotor dá ordem para Polícia matar manifestantes que ele arquiva inquérito


O promotor de Justiça do 5º Tribunal do Júri de São Paulo, Rogério Leão Zagallo, sugeriu, durante mensagem postada na sua página do facebook, que a Polícia Militar atirasse em manifestantes do Movimento Passe Livre, que realizavam um protesto contra o aumento das passagens de ônibus coletivos na capital paulistana.
Por favor, alguém poderia avisar a Tropa de Choque que essa região faz parte do meu Tribunal do Júri e que se eles matarem esses filhos da puta eu arquivarei o inquérito policial”, disse o promotor na rede social.

Com concentração inicial em frente ao Teatro Municipal, o ato reuniu 5 mil pessoas na última quinta-feira e seguiu em caminhada pacífica pelas ruas do centro da cidade contra o aumento da tarifa no transporte público da capital paulista. Exercendo seu legítimo direito de se manifestar, as pessoas ocuparam importantes vias da capital e em seguida sofreram diversos momentos de repressão violenta por parte da Polícia Militar.
Não foi a primeira vez que o promotor Rogério Zagallo defende que dar tiro “em filho da puta” ou “bandido” é a melhor solução.
Em reportagem publicada pelo portal R7, no dia 16 de setembro de 2011, consta:
“Bandido que dá tiro para matar tem que tomar tiro para morrer”. Foi com argumentos desse tipo que o 1º promotor de Justiça do 5º Tribunal do Júri, Rogério Leão Zagallo, pediu à Justiça de São Paulo que arquivasse um processo sobre um suposto assalto contra um policial civil que terminou com um suspeito morto. O crime, considerado pelo promotor como ato de “legítima defesa” ocorreu em setembro de 2010. O texto da promotoria é de 24 de março de 2011. (Leia aqui a matéria completa).
O promotor divulgou resposta sobre o ocorrido também no facebook. Ele diz que o comentário “foi fruto puramente de desabafo feito por pessoas que estavam há muito tempo paradas no trânsito (3 horas ao total), mas que tinham compromisso com seus filhos de poucos anos de idade que os aguardavam sozinhos para serem apanhados. Sabia-se que as crianças estavam nervosas e ansiosas esperando serem resgatadas e levadas para suas casas…”
E os amigos leitores, o que acham?

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