quarta-feira, 31 de julho de 2013

Após decidido pré-candidato do grupo Sarney as eleições, oposição mantém planejamento



                                     

Flávio Dino conta com apoio dos partidos oposicionistas e do prefeito Edivaldo Holanda Júnior para a disputa de 2014 ao governo do estado



A definição do nome do secretário de Infraestrutura do estado, Luís Fernando Silva (PMDB) como pré-candidato do grupo Sarney ao governo do Estado ainda não surtiu efeito na ala da oposição. O campo formado pelos partidos PCdoB, PSB, PDT e PTC tem definido o nome do presidente da Embratur Flávio Dino (PCdoB) para a disputa, mas ainda não avançou na decisão do vice na chapa.

Os partidos de oposição do Maranhão se dizem indiferentes à escolha de Luís Fernando Silva como pré-candidato ao governo pelo grupo Sarney. O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Rubens Júnior (PCdoB), afirmou que dentro do grupo oposicionista, a definição da candidatura do peemedebista pelo grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB) não muda em nada a estratégia. Segundo o deputado, a oposição combate o modelo de governo do grupo Sarney e não as
pessoas. “Nós nunca combatemos um nome, mas um modelo atrasado do qual tanto Lobão quanto Luís Fernando faziam parte. O PCdoB não enfrenta um nome, não se trata de algo pessoal nem do nosso lado, nem dos nossos adversários”, afirmou.

Para o deputado, ainda é cedo para tratar de formação de chapa e a indicação do vice de Flávio Dino. Questionado se o PSDB poderia ficar com a
vaga de vice para não se aliar ao grupo Sarney, Rubens disse que não tinha como definir esta situação. “A formação da chapa é feita por um conjunto de fatores e é discutida. O PCdoB não decide sozinho quem é o vice. A chapa será montada ouvindo todos os partidos e as vozes das ruas”, revela.

O presidente estadual do PDT, Julião Amim, disse que não caberia à oposição avaliar as escolhas dos adversários, mas mostrar o que tem a oferecer para o eleitor. Para o presidente pedetista a legenda deve se preocupar neste momento com as questões internas. “Para nós não interessa quem é o candidato do grupo adversário. Isto é uma questão interna do PMDB.

Neste momento o PDT se volta para si e para construirmos uma candidatura que mude a realidade do Maranhão”, afirmou.

Julião se esquivou de todas as perguntas sobre Luís Fernando, sempre dizendo que não gostaria de opinar sobre candidaturas de outros partidos. Ele diz que o PDT neste momento, se concentra na convenção. “Nós estamos voltados para a nossa convenção que será no mês de setembro. O partido está concentrado em discutir as estratégias para a eleição de 2014.

Então, não cabe a nós neste momento, avaliar os candidatos de outros partidos”, sentenciou.

A equipe de O Imparcial tentou contato sem
sucesso com os principais líderes do PSB. O presidente estadual da legenda, prefeito de Timon Luciano Leitoa, não atendeu e nem retornou as ligações. O vice-presidente e vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, está fora do país e só deve retornar dia 5 de agosto. O prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, também não atendeu as ligações.

Tucanos namoram governo e oposição

O PSDB ainda vive um dilema com relação à eleição de 2014. O partido não definiu seu rumo para as eleições do ano que vem e tem tido conversas muito próximas com o PMDB. Todos os tucanos do primeiro escalão procurados pela reportagem fogem do assunto. A deputada Gardênia Castelo (PSDB) disse que não sabia de nada sobre as negociações com o PMDB e logo desligou o
telefone para encurtar a conversa.

O deputado federal Carlos Brandão, presidente estadual do PSDB, tem sido um dos mais próximos na negociação com Flávio Dino, articulada principalmente pelo ex-governador José Reinaldo (PSB).

Porém o mesmo faz com o grupo governista, recentemente Brandão teve um encontro com Luís Fernando para articular a aliança, uma secretaria chegou a ser oferecida, porém a proposta foi recusada, uma vez que eles desejam mais espaço no governo e na chapa a ser montada. A articulação é feita pelo prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB).

Na semana passada, o deputado Pinto Itamaraty (PSDB) afirmou que ainda era muito cedo e o PSDB estava dialogando com todas as forças políticas. Pinto não quis dar sua opinião pessoal, mas disse que o partido estava construindo um caminho, e que o mais importante era construir um espaço alinhado com a direção nacional do partido, já que é muito cedo para o partido falar sobre este cenário e que nenhuma aliança está descartada.

O deputado Rubens Júnior (PCdoB) disse que o PCdoB não pode se meter na autonomia de nenhum partido, mas confia que o PSDB ainda deve ficar na oposição. “O PSDB é um partido que historicamente está na oposição. Eles têm total legitimidade de buscar a aliança que quiserem, mas esperamos que fiquem conosco”, comenta.

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