terça-feira, 6 de agosto de 2013

Garoto de 13 anos é suspeito de matar a familia inteira

           
O comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Benedito Meira, afirmou em entrevista ao SPTV, da Rede Globo, que a primeira fase da investigação sobre a morte de cinco pessoas, na zona norte de São Paulo, indicam que o menino de 13 anos possa ter ido à escola após ter matado a família na Vila Brasilândia, entre a noite de domingo (04) e a madrugada de segunda-feira (05).
A indicação vem da análise de imagens de câmeras de segurança que mostram o carro da policial Andreia Regina Bovo Pesseghini, morta na ação, estacionando em frente à escola em que o menino estuda, também na zona norte. "A imagem que nós temos é de uma pessoa estacionando o veículo à 1h15 da manhã. Às 6h30, uma pessoa sai desse veículo, coloca uma mochila nas costas e vai em direção a escola, o que leva a deduzir que essa pessoa seja esse menino que tenha ido a escola", afirmou Meira.
Não havia sinais de arrombamento na casa, segundo o boletim de ocorrência registrado no 47º DP. No local, foi encontrada uma mochila, que seria do menino, com uma faca e uma arma calibre .32, que, segundo a Secretaria de Segurança Pública, está registrada em nome do pai de Andreia, já morto.
A perícia inicial revelou que cada vítima foi atingida por um tiro, na cabeça, com uma arma de calibre 40. Essa arma estava por baixo do corpo do filho do casal. Não foi encontrado nenhum outro cartucho de arma que pudesse ter sido usada no crime. O estado dos corpos encontrados também indicam que o crime possa ter ocorrido entre a noite de domingo e a manhã de segunda.
Luiz Marcelo Pesseghini era sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e estava na corporação há 19 anos; sua mulher, Andreia Regina Bovo Pesseghini, era cabo da 1ª Companhia do 18º Batalhão da Polícia Militar, com base na Freguesia do Ó, também na zona norte, e era PM há 16 anos. Também foram mortas a mãe de Andreia, Benedita de Oliveira Bovo, de 65 anos, e uma irmã dela, Bernardete Oliveira Silva, de 56, que ocasionalmente dormia na mesma casa. O menino de 13 anos foi encontrado com um tiro do lado esquerdo da cabeça.
O sargento da Rota entraria às 5h de segunda no trabalho e a mulher, às 9h. Como ela não foi à companhia, um oficial foi checar na residência, mas pensou que não havia ninguém em casa. À tarde, policiais voltaram à casa, pularam o muro e encontraram a porta entreaberta. Perto da entrada estava a mochila de Marcelo e, dentro dela, um revólver calibre 32.
O carro Corsa Classic da família não estava na garagem. Ele foi encontrado estacionado na frente do colégio em que o garoto estuda, uma escola particular na zona norte. Anotações na agenda do menino indicam que ele foi à escola na manhã de ontem. A polícia agora tenta estabelecer a cronologia do caso.
A Polícia foi acionada por volta das 18h30. Cerca de 20 viaturas e 60 homens, entre soldados da PM e investigadores da Polícia Civil, estiveram no local. Além do coronel Meira, o comandante do Policiamento de Choque (que inclui a Rota), o coronel da PM César Augusto Franco Morelli, esteve na residência. A rua chegou a ser interditada e ficou cercada de vizinhos e curiosos.
Cena do crime
A residência é formada por duas casas. Numa delas, foram encontrados os corpos do sargento, de sua mulher e do filho. Pesseghini estava deitado na cama, a mulher de joelhos, com o dorso para frente. As outras duas mulheres foram encontradas na outra casa, deitadas cada uma em uma cama e cobertas. Ainda são analisadas diversas hipóteses, incluindo a de um crime familiar, seguido de suicídio.
* Com informações da AE
IG

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