sábado, 17 de agosto de 2013

Rede, partido de Marina, pode não sair do papel


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Brasília – A ex-senadora Marina Silva se reuniu na tarde desta sexta-feira, 16, com a corregedora-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Laurita Vaz, e reclamou da demora no processo de certificação das assinaturas de apoio para criação de seu partido, a Rede Sustentabilidade. Segundo Marina, a ministra ficou de encaminhar os problemas para os corregedores locais, mas não precisou qual medida será adotada.
No encontro de uma hora, Marina listou os problemas enfrentados pela Rede desde que iniciou a entrega das assinaturas nos cartórios eleitorais. A ex-senadora reclamou da falta de parâmetro na conferência de assinaturas (entre eles, a anulação de assinaturas de eleitores jovens, idosos e problemas na aceitação de nomes de eleitores que mudaram o estado civil) e da ampliação do prazo de 15 para mais de 60 dias para que os cartórios concluíssem a validação das assinaturas.
Para Marina, o maior problema é a falta de estrutura dos tribunais. “Não podemos pagar o preço por essa falta de estrutura”, afirmou. Apesar da morosidade da Justiça Eleitoral, a ex-senadora disse estar confiante na viabilidade eleitoral da Rede.
Até agora, foram coletadas 848 mil assinaturas, sendo que apenas 250 mil foram validadas. Para disputar a eleição de 2014, a Rede precisa de 500 mil assinaturas certificadas e necessita ser formalizado pelo TSE até outubro deste ano.
Na saída do encontro, Marina evitou falar em boicote contra seu futuro partido. “Não quero criar nenhum tipo de acusação gratuita a priori”, disse. Segundo a Rede, o partido pode se adiantar, assim como fez outros partidos, e, ao invés de esperar a conclusão da certificação das assinaturas em todos os cartórios, já dar entrada ao pedido formal junto ao TSE na próxima semana.

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