sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Eleição do PT maranhense vira novela mexicana

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Desde o último final de semana, o PT maranhense protagoniza uma eleição que se transformou em um impasse com diversos capítulos e muitas versões informadas pelos candidatos que disputam a presidência estadual do partido.
Raimundo Monteiro, apoiado pelo vice-governador Washington Luiz declarou-se reeleito logo no primeiro turno e foi contestado pelo segundo candidato Henrique Souza, apoiado pelo deputado estadual Zé Carlos da Caixa, que garante que a disputa ainda será decidida em segundo turno.
O imbróglio se formou porque dos 182 diretórios municipais aptos a participarem da votação do PED, 43 tiveram suas dívidas quitadas coletivamente, dessas, no entanto, apenas Amarante e Cantanhede cumpriram todos os prazos e procedimentos previstos no Estatuto da legenda.
O atual presidente do partido, que já se declarou reeleito, Raimundo Monteiro, explicou que o grupo ligado ao seu concorrente, Henrique Souza, está contestando o resultado do PED, mas que o diretório estadual já o declarou vencedor da disputa.
 
“Não existe isso é uma falta de respeito com quem votou. As apurações já foram feitas e elas indicam a minha reeleição em primeiro turno”, disse Monteiro.
Henrique Sousa, no entanto, afirmou que está amparado pela decisão do diretório nacional do partido, e que com medo de um resultado desfavorável no segundo turno, Raimundo Monteiro tenta passar pela decisão do comando nacional incluindo na apuração dos votos, diretórios municipais que não cumpriram os requisitos previstos no estatuto da legenda.
“Querem ganhar na marra, mas nós estamos amparados por uma decisão do diretório nacional. A última apuração parcial, catalogando as cidades que devem ser incluídas na apuração, indicava sim um segundo turno. Nessa parcial o Monteiro estava com 2.863 votos, eu estava com 2.087 e os demais com 2.707. Acontece que os demais que participaram já declararam apoio a minha chapa num segundo turno e o Monteiro está desesperado”, explicou Monteiro.
 A decisão do impasse entre os petistas  interessa a toda a classe política do estado, pois a depender do resultado do PED, o PT decidirá pela permanência da aliança com o PMDB ou ruptura, e posterior aliança com o PCdoB, em apoio à candidatura do pré-candidato Flávio Dino, que tem a preferência do eleitorado.

(Maranhão da gente)

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