quarta-feira, 27 de abril de 2016

Há 20 anos uma tragédia enlutou e comoveu a classe política do Maranhão.

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25 de março de 1996:
Acidente com aeronave mata três deputados do Maranhão
Por: MANOEL SANTOS NETO
Era uma segunda-feira, 25 de março de 1996. O bimotor Embraer 810, de prefixo PT-EPL, desapareceu durante uma tempestade quando fazia o trajeto São Luís/Imperatriz. Além do piloto Antônio Carlos Vasques, estavam a bordo os deputados estaduais Waldir Filho, Jean Carvalho e João Silva (todos do PFL). A aeronave decolou em São Luís por volta das 15 horas.
Na época, ficara acertado que, durante cinco dias, a cidade de Imperatriz seria transformada em sede simbólica do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa. Os deputados deveriam realizar quatro sessões plenárias, no prédio da Câmara de Vereadores de Imperatriz. Esta seria uma agenda vinculada a uma das etapas do governo itinerante da então governadora Roseana Sarney.
O então presidente da Assembleia, deputado Manoel Ribeiro, já estava no Plenário da Câmara de Imperatriz, quando foi alertado por um de seus assessores mais próximos: “A aeronave, o avião do Joãozinho não chegou”. O professor Miranda, mais conhecido como ‘Gafanhoto’, deu a notícia com ar sombrio. Tarde triste e noite triste, seguidos de dias difíceis para todos os deputados, quando chegou a confirmação da tragédia: o avião caiu no meio da mata, com os três jovens parlamentares: João Silva, Jean Carvalho e Waldir Filho.
O avião era de propriedade do deputado João Silva em sociedade com Chiquinho Escórcio, segundo suplente do então senador Alexandre Costa. Nele também deveriam ter embarcado os deputados Kinkas Araújo e Hemetério Weba (também do PFL), que não apareceram no aeroporto, onde foram esperados por algum tempo. Weba teve um mal estar e Kinkas precisou resolver um problema político na cidade de Paulo Ramos, o que ocasionara seu atraso. Os que estavam na aeronave resolveram seguir a viagem sem eles.
O controle de tráfego aéreo nesta região era feito através da torre de Belém, com radar para rastreamento. O deputado Manoel Ribeiro fez contatos com cidades de toda a área e não obteve sucesso. Após as 22 horas, o desânimo tomou conta de todos. O próprio Manoel Ribeiro anunciara que, se fosse confirmada uma possível queda da aeronave, ele iria suspender de imediato os trabalhos da Assembleia itinerante, voltando para São Luís. Todos os deputados, secretários de Estado e assessores tentavam, sem sucesso, algum contato com o avião.
Os corpos mutilados dos três deputados e do piloto Antônio Vasques foram resgatados por volta das 13 horas do dia 26 de março, no município de Cajari, a 141 quilômetros de São Luís. A tragédia comoveu o Maranhão. A governadora Roseana Sarney e a prefeita Conceição Andrade decretaram luto oficial de três dias.
Suplentes assumem – Por conta desta tragédia, a morte do deputado Jean Carvalho abriu espaço para Raimundo Leal, primeiro suplente do PFL dentre os eleitos em 3 de outubro de 1994. Com a morte de João Silva, o deputado Edmar Cutrim, que era suplente, passou a ser o detentor efetivo do mandato. E o primeiro suplente do PP, José Eider Santos de Sousa, filho de “Zé Banana.
(Matéria extraida N Ramos)

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