sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Crianças indígenas choram desaparecimento da mãe em desocupação ilegal no MS; assista

Um vídeo dramático de crianças do povo Kinikinau chorando em desespero depois que a mãe delas desapareceu, durante uma violenta reintegração de posse de uma área indígena tradicional no município de Aquidauana (MS); a operação foi coordenada pelo prefeito da cidade, Odilon Ferraz Alves Ribeiro (PSDB), primo da ministra da Agricultura, Tereza Cristina; bombas de gás e balas de borracha foram usadas contra crianças, mulheres e indígenas idosos
                 
Cerca de 130 homens da Polícia Militar, apoiados por dois helicopteros, foram detacados para retirar cerca de 100 índios do povo Kinikinau de uma área indígena tradicional, do município de Aquidauana, a 143 km da capital Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A operação foi coordenada pelo prefeito da cidade, Odilon Ferraz Alves Ribeiro (PSDB), primo da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. 
Assista ao vídeo de crianças Kinikinau em desespero com o desaparecimento de sua mãe durante a ação violenta:
A desapropriação começou na noite de quinta-feira (1º). Os relatos apontam que a ação foi violenta, com o uso de balas de borracha e bombas de gás contra mulheres, idosos e crianças. Para tentar conter o processo de retirada, lideranças indígenas da região fizeram mobilizações em grupos de Whatsapp, chamando professores, acadêmicos, familiares e funcionários públicos indígenas.
“Convido todos os guerreiros de luta, para que a gente possa mostrar aos ruralistas que o nosso povo tem direito! Se o Governo não o fizer, faremos nem que seja a preço do nosso sangue”, pontua um dos manifestantes no áudio.
A fazenda de onde foram expulsos era reivindicada pela etnia Kinikinau desde 2006 como área tradicional. Na quarta-feira, 31 de julho, cerca de 100 índios ocuparam o território que hoje faz parte da fazenda Água Branca.
De acordo com o advogado Eloy Terena, o despejo aconteceu sem mandado judicial. Em um vídeo é possível escutar a voz do prefeito Odilon Ferraz Alves Ribeiro, apontado como um dos comandantes da ação.
BRASIL 247

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