sábado, 7 de setembro de 2019

PMs compram todos os sacolés de adolescente alvo de zombaria no Maranhão

PMs compraram sacolés de jovem que estava sendo zombado
Um adolescente vendia sacolés em Grajaú (MA), a 563 quilômetros de São Luís, quando foi filmado sendo zombado por outros jovens. Acuado e com lágrimas escorrendo pelo rosto, ele foi surpreendido por policiais militares do 37º BPM que viram aquela cena e ficaram comovidos. Eles foram até a casa do garoto para comprarem todos os produtos dele.
Em seguida, os PMs distribuíram os "cremosinhos", como são chamados os sacolés na região, para outras crianças do bairro. O soldado Alves Oliveira, que participou do episódio desta quarta-feira, contou que o vídeo da humilhação estava circulando em grupos de WhatsApp entre os moradores da cidade e sensibilizou os agentes.
Imagens desse momento viralizaram nas redes sociais e vêm emocionando internautas, que deixam vários elogios à atitude deles.
— Sem esquecer aqui que a estrela maior é o Adão. Ele é um guerreiro. Eu também já trabalhei vendendo coisas e sei que é horrível ser humilhado da forma que ele foi. Ele é uma criança pura, sem maldade, uma pessoa totalmente do bem. Isso é o que fere mais a gente. As pessoas pensam que nós, policiais, não somos seres humanos, mas nós somos e temos os mesmos sentimentos. Não foi à toa que a gente foi lá e fez isso — ressaltou.
A mãe do adolescente também estava no local e, no vídeo, é possível vê-la ainda abalada pelo bullying que seu filho tinha sofrido. Há relatos de que, durante a ação, os PMs ressaltaram ao jovem para ele nunca se sentir envergonhado por trabalhar.
— Nós assitimos (ao vídeo da humilhação) e achamos que aquilo foi uma covardia enorme — relatou Alves Oliveira, acrescentando que não esperava tamanha repercussão da atitude de ajudar o menino. — Jogamos o vídeo no grupo (de WhatsApp) para servir como um incentivo.
O PM disse ainda que, inicialmente, a equipe buscou o agressor para poderem conversar com o pai dele. Como o jovem não foi encontrado, os agentes foram até o menino alvo das ofensas, chamado Adão.
— Não foi difícil encontrar o garoto porque ele já vem trabalhando há um bom tempo vendendo e muitas pessoas pessoas nos informaram (onde ele estava). Inclusive alguns amiguinhos dele nos levaram até a casa dele. Chegando lá, a gente conversou com ele, demos alguns conselhos, e começamos a gravar o que a gente estava fazendo. Surgiu a ideia então de comprar o que sobrou. Tinham ainda 17 — afirmou.

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