segunda-feira, 15 de abril de 2013

Oposição no maranhão define estratégia para as eleições 2014



Flávio Dino (PcdoB) faz parte do tripé da oposição que busca acordo para a eleição de 2014

 (HONÓRIO MOREIRA/OIMP/DA PRESS)
Flávio Dino (PcdoB) faz parte do tripé da oposição que busca acordo para a eleição de 2014
Os dirigentes dos partidos que formam o principal tripé da oposição - PCdoB, PDT PSB - confirmam o acordo para a eleição de 2014. O próprio prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) disse na sua coletiva dos 100 dias de governo que já tinha candidato a governador e a senador: Flávio Dino (PCdoB) e Roberto Rocha (PSB), respectivamente. Os dirigentes de PDT e PSB confirmam o acordo. O PCdoB, de olho em mais aliados, adota alinha de que ainda é preciso discutir mais. 

Pelo que foi combinado entre as três principais legendas de oposição do Estado, o PTC indicaria o prefeito Edivaldo Holanda Júnior; o PCdoB, o candidato a governador Flávio Dino (PCdoB); o PSB indicaria Roberto Rocha como candidato a senador e o PDT o candidato a vice-governador ainda não definido, mas este já oferecido para os ex-prefeitos de Santa Rita e Porto Franco, Hilton Gonçalo e Deoclildes Macedo, respectivamente, mas estes descartaram a proposta. Com esta ideia, PTC, PCdoB, PDT e PSB fizeram a coligação que elegeu Edivaldo prefeito, e pretendem manter a aliança para garantir a viabilidade da candidatura de Flávio Dino.. 

O presidente do diretório municipal do PSB e vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, disse que este é o projeto desde que começou a ser construída a candidatura do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), e que não havia porque se abandonar o que já estava acertado. "Não houve nenhuma rediscussão do acordo. Isto foi construído desde a eleição e não tem porque não continuar. Eu entrei não só para ser vice-prefeito, mas dentro de um projeto", afirmou. 

Questionado sobre a disputa por espaço dentro da prefeitura estaria atrapalhando a condução dos trabalhos, principalmente entre PDT e PSB, Rocha minimizou os problemas. "Qualquer organização, qualquer governo municipal, estadual ou federal passa por este tipo de movimento. É uma busca natural. Não vejo nada fora da normalidade por cada um pleitear seu espaço", avaliou.

O presidente municipal do PDT, deputado federal Weverton Rocha, também confirmou que existe esta relação entre PCdoB, PSB e PDT, mas que a dinâmica da política sempre pode enveredar para outros caminhos. "Isto é um consenso desde o princípio. Claro que a política é dinâmica e continuamos em diálogo constante. Esta mesa de discussão passa pelas decisões nacionais", afirmou.

 %u201CMas por que se imaginar que é logo o PDT que precisa abrir? Nós já fizemos muitos gestos em favor do projeto. Não vejo porque nós deveríamos abrir mão%u201D 
Weverton Rocha, deputado federal e presidente municipal do PDT.
 (ARQUIVO/OIMP/DA PRESS)
%u201CMas por que se imaginar que é logo o PDT que precisa abrir? Nós já fizemos muitos gestos em favor do projeto. Não vejo porque nós deveríamos abrir mão%u201D Weverton Rocha, deputado federal e presidente municipal do PDT.
Weverton disse que o partido só discutiria os nomes a indicar para vice-governador quando esta condição estivesse plenamente consolidada, mas que o partido tem nomes qualificados como Deoclides Macedo, o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, o superintendente do trabalho no Maranhão, Julião Amim, o deputado estadual Carlinhos Amorim, e o jornalista Frederico Luiz. 

Questionado sobre a possibilidade do PDT abrir mão da indicação de vice-governador caso uma legenda grande como PT ou PSDB se integre ao projeto de eleição de Flávio Dino, Weverton retrucou: "Mas por que se imaginar que é logo o PDT que precisa abrir? Nós já fizemos muitos gestos em favor do projeto. Não vejo porque nós deveríamos abrir mão", avaliou.
Já o PCdoB minimiza o clima de chapa consolidada, de olho nas possibilidades de aliança com PT ou PSDB. Para o líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB) disse que ainda é cedo para se falar em chapa consolidada. Para Rubens, é importante manter a união destes partidos, mas continuar conversando sobre a composição m 2014. 

Sobre a declaração devoto do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), Rubens disse que esta é uma opinião pessoal, mas não uma declaração de que a chapa está consolidada. "Foi uma manifestação pessoal do prefeito e não se podia esperar diferente. Ele defende o nome do Roberto, que é seu vice-prefeito. Mas a chapa se forma com diálogo e não com a opinião de uma pessoa. Não podemos dizer nem que o Flávio [Dino] está consolidado como candidato a governador. Tudo deve ser conversado", afirmou.

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Roberto Rocha, presidente do diretório municipal do PSB e vice-prefeito de São Luís.
 (HONÓRIO MOREIRA/OIMP/DA PRESS)
%u201CQualquer organização, qualquer governo municipal, estadual ou federal passa por este tipo de movimento. É uma busca natural. Não vejo nada fora da normalidade por cada um pleitear seu espaço%u201D, Roberto Rocha, presidente do diretório municipal do PSB e vice-prefeito de São Luís.
Governistas tiram "casquinha"

A declaração do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) de que vota em Roberto Rocha (PSB) para senador foi utilizada como munição para um dos líderes do governo estadual na Assembleia Legislativa, deputado Magno Bacelar (PV). O deputado do PV semeou a discórdia entre o prefeito e o ex-governador Zé Reinaldo Tavares, afirmando que este deveria ser candidato a senador.

Direcionando seu discurso ao deputado Marcelo Tavares (PSB), sobrinho do ex-governador, Bacelar fez elogios ao oposicionista. "O Zé Reinaldo está sendo isolado pelo Flávio Dino. Flávio Dino é cria de Zé Reinaldo. A vaga de Senador deveria ser dele. Mas a tara da oposição é tão grande pelo poder, que o candidato será Roberto Rocha. É um desrespeito ao seu tio, deputado Marcelo", alfinetou.

Como o Magno também havia falado sobre a prefeitura de São Luís, Marcelo disse que não falaria em relação ao prefeito e a administração por não estar lá dentro e não quis responder sobre a candidatura a senador da oposição. 

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