quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Moradores dos Bairros de são são protestam contra violência, e pedem presença da governadora em missa de jovem morto

                          
Cerca de mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, protestaram na tarde desta terça-feira contra a violência e insegurança existentes em São luis  O grupo de moradores se concentrou em frente à Praça da Igreja Nossa Senhora de Nazaré, no Cohatrac II, e seguiu em passeata pelas principais ruas do bairro e seguiram até o retorno da Forquilha, onde interromperam o trânsito no sentido Cohab - Forquilha. 

Durante o percurso os moradores do Cohatrac clamavam por paz e pela presença da governadora Roseana Sarney na missa de sétimo dia de Manoel Neto, morto no último fim de semana em um latrocínio. Além disso, convocavam e ganhavam o apoio dos moradores do próprio bairro, assim como moradores da Cohab e Forquilha que fortaleceram o movimento, embora de forma breve.

Para Nelton Bruno, 23 anos, estudante universitário e um dos organizadores da manifestação que atraiu centenas de pessoas, o ato tinha dois objetivos distintos: marcar uma reunião com o secretário Aluízio Mendes para discutir soluções e sugerir ações capazes de garantir a segurança da comunidade como, por exemplo: rodas policiais nos horários de 6h as 8h; 12h às 14h; 18h às 20h; e 22h às 23h. Outra medida seria a realização de blitzes e revistas nas entradas e saídas do bairro. O outro objetivo do manifesto é a reunião com a governadora para debater a segurança pública de maneira geral, envolvendo todo o estado.

Reforço na segurança

No Cohatrac a sensação é de abandono. Em várias ruas do bairro é possível encontrar residências transformadas em verdadeiras fortalezas cercadas por grades e com cercas elétricas, tudo para evitar ações de criminosos. Até mesmo as casas que ficam em frente ao 8º Batalhão de Polícia Militar são completamente gradeadas. 

Para Fernando Bruno Bastos Ferreira, 21 anos, o sentimento de insegurança e impotência diante da ação de criminosos é algo que tira o sono de muitas famílias. “Saímos de casa e não sabemos se vamos retornar ou acabar mortos durante um assalto. Há bem pouco tempo mesmo fui roubado dentro de um ônibus na porta de casa. É um absurdo viver assim e as autoridades não fazerem nada”, afirmou o estudante universitário. 

O Comando de Policiamento Metropolitano informou que o Cohatrac é atendido pelas viaturas do ronda da comunidade 24 horas por dia. Segundo o Major Wellington Araújo, comandante do 8º BPM, a ‘Operação Sossego’ está sendo deflagrada no Cohatrac desde o último fim de semana.
(o imparcial)

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