terça-feira, 16 de abril de 2013

Deputados acusam governo do Estado de apresentar estrada sem conclusão


Deputados de oposição acusaram o Governo do Estado de haver apresentado uma estrada inconclusa junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para justificar a aplicação de parcela do empréstimo de R$ 6 bilhões.
O deputado Marcelo Tavares voltou a fazer duras críticas ao Governo Roseana Sarney, por conta da medida, enquanto o petista Bira do Pindaré assegurou que constatou a estrada sem conclusão ao participar, em Coroatá, de mais uma atividade do Movimento Diálogos pelo Maranhão, liderado pelo presidente da Embratur, Flávio Dino. Bira disse que fez questão de ir pela estrada que liga Vargem Grande ao município.
O parlamentar revelou que a estrada Vargem Grande a Coroatá possui cinquenta quilômetros de piçarra, pontes inacabadas e que só consegue atravessar quem vai de carro traçado nas quatro rodas.
Plenário da assembléia
Já Marcelo Tavares voltou a afirmar que a partir de 2015, com o Estado falido, o candidato vitorioso não poderá trabalhar. O deputado assegurou que em nenhum momento afirmou que a estrada seria fantasma, mas que teria sido feito apenas a metadedo serviço. E voltou explicar que o governo informou oficialmente ao BNDES, que é o dono do dinheiro, que a estrada já havia sido concluída. Ele disse que também esteve em Coroatá, no encontro coordenado por Flávio Dino, e que sentiu que a revolta da população foi grande, quando teve a oportunidade de ver um documento do Estado informando que a obra estava pronta.
“O Governo não pagou inteiramente a estrada. O que eu disse que era irregular e reafirmo o que foi confirmado pelo deputado Max Barros, é que o Governo, oficialmente, através de um documento da Secretaria de Planejamento do Estado, na ânsia de pegar aqueles bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social, informou que a estrada estava concluída”, lembrou, dizendo que isso é falsidade ideológica.
Em defesa do governo – Em defesa do governo saíram os deputados Max Barros, Carlos Alberto Milhomen e Fábio Braga.
Barros disse que essa obra - 47 km - foi licitada através de concorrência pública vencida pela empresa JNS Canaã, sendo que o valor do contratado foi de R$ 18.915.347,77. Ele destacou que não estavam inclusas no contrato as pontes, porque, segundo o parlamentar, existia uma querela judicial não resolvida em relação ao contrato da Gautama, de gestão anterior. “Por isso não puderam ser contratadas as pontes, apenas a estrada”, disse, mostrando os documentos nos quais constam a medição, a nota fiscal e fatura de tudo que foi pago em relação a essa estrada.
Segundo Max Barros, foi pago à JNS Canaã o exato valor de R$ 6,636 milhões; ou seja, aproximadamente 1/3 do valor do contrato. “É fácil verificar, é só acessar o Portal da Transparência e verificar quanto foi pago na Sinfra para a JNS Canaã e o que tem feito lá: são 21 km, de 47 km que foram contratados, ou seja, quase 50% do contrato foi executado e foi pago quase 1/3 do contrato. É mentiroso quem diz que passou pela estrada e não tem nada feito”, disparou Max.
O deputado informou que a empresa JNS Canaã faliu, o contrato foi rescindido, mas já foi feita uma outra licitação onde uma nova empresa será responsável para fazer a conclusão da obra.
Disse Max que se houve um equívoco no relatório, isso foi notificado ao BNDES e ele próprio está financiando a obra que vai ser concluída até o final desse ano. O BNDES jamais iria financiar uma obra que já está concluída”, finalizou Barros.
Milhomen condenou as críticas feitas por Bira do Pindaré e Marcelo Tavares. “À oposição interessa jogar lama e falar, às vezes, algumas inverdades. Eu não tenho a caneta na mão, mas lhes afirmo que a estrada será concluída”, garantiu.
“O fato é que não foi pago a obra toda, nem a obra está concluída toda. Tem pouco mais de 20 km asfaltado”, acrescentou o deputado Fábio Braga.

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